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 Nove anos de NOIA

Texto: Aby Rodrigues

Coleta de Imagens e Vídeo: Fernanda Wilza

 

Finalizando com chave de ouro o ano de 2010, o Festival NOIA chega à sua 9ª edição se consolidando como um dos principais eventos do calendário da cidade.Voltado para o público universitário de todo o país interessado em música, fotografia e audiovisual , o espaço tem a missão de incentivar a profissionalização desses jovens e democratizar o acesso às produções culturais.
Mas antes de explicar o processo de produção do NOIA, saiba como ele surgiu e ganhou a proporção atual.

A ideia

Tudo partiu da necessidade de um grupo universitário da UFC, todos eles da Comunicação Social, que desejavam fazer audiovisual, mas que naquele ano, em 2001, ainda inexistia qualquer experiência na área. O primeiro passo foi a criação do nome, devia ser uma palavra curta, que conseguisse refletir o pensamento do jovem na época. Depois de muitas reuniões surgiu “Nóia”, cujo idealizador foi Fabio Freire ex-jornalista do Diário do Nordeste. Pronto. Agora mãos à obra em busca de parceiros que acreditassem na idéia e que tirassem o projeto do papel.
Participaram dessa fase o extinto Instituto Dragão do Mar, a UFC o e SESC Emiliano Queiroz que foi palco da primeira edição em 2002. O NOIA começou apenas com a linguagem do audiovisual, mas já com participantes de outras regiões do país.
Daí em diante ele passa por grandes transformações, de 2003 a 2007 o Centro Cultural Dragão do Mar foi a “casa” do evento enquanto a expansão atravessou as fronteiras do Brasil, tornando-se um festival sul-americano. Surge a Mostra de Cinema Experimental, a participação de pessoas fora do âmbito acadêmico, a inclusão da categoria Animação em 2005, a exibição de videoclipes… Cada edição acompanhava as mudanças socias e midiáticas do seu tempo. As temáticas do urbano, da nacionalidade, da arte pop perpassaram a trajetória do NOIA.
Com a chegada do patrocínio da PETROBRAS, os organizadores puderam fortalecer e expandir a divulgação através de produto: jornal, banner, camiseta, cartaz, catálogo, panfleto, etc.

Só a partir da 7ª edição, quando o NOIA abandonou o contexto temático, começou o trabalho para a união das três linguagens: Cinema e Vídeo Universitário, Fotografia Universitária e Bandas Universitárias.Lembrando que as duas últimas categorias são exclusivamente cearenses. Para isso foi necessário mais espaço, ficaram a disposição então o Cine São Luis e o SESC SENAC Iracema. Em 2009 o Dragão do Mar volta a receber a Mostra. Com a recente parceria com o Governo do Estado, o NOIA pôde alcançar a Periferia da cidade, levando aos jovens carentes a possibilidade de conferir curtas metragens, documentário, e outras formas de audiovisual.

E Hoje?

Esse ano, de 14 a 18 de Dezembro, os 196 inscritos de todo o país irão exibir as suas produções. O evento que ao longo do tempo veio se realizando no mês de outubro, esse ano se apresenta no fim do ano em virtude do atraso no repasse de verbas. A seleção dos trabalhos passam por uma curadoria composta por profissionais da respectiva área. Eles somam-se a equipe de 12 pessoas que produzem as Mostras, entre coordenadores, diretores, assessores, etc.
Victor Furtado,é coordenador da categoria de Audiovisual, jovem cineasta formado pelo Curso da Escola de Audiovisual Vila das Artes de Fortaleza e já acumula alguns curtas em seu currículo com apenas 23 anos. Ele revela que mesmo com importantes incentivos como esse sendo desenvolvidos, ainda há muitos desafios para o segmento “Existe a crença ainda retógrada que deva existir uma Industria do Cinema Brasileiro, que acaba por aprisionar muito a linguagem e a capacidade criativa de muitos realizadores. A partir da crescente formação em audiovisual no país e o barateamento dos recursos tecnológicos, penso que os jovens realizadores encontrarão um caminho mais de acordo com a sua propria realidade”.

Quando questionado sobre os custo de se fazer cinema ele afirma que nunca foi barato e que nunca será. Relembra o aparecimento de outras tecnologias de formação de imagem, permitir um filme ser todo filmado em mídia celular ou câmera fotográfica. E com isso o cinema ficar mais acessível. Quanto à grande procura que há hoje dos jovens em ingressar no mercado cinematográfico, Victor ignora a possibilidade do fato banalizar o segmento “Acredito que isso seja bom. Sou da política da aglomeração e não da segregação. Esse aumento da procura é normal. Basta pensar que se o mundo antes era texto, hoje é imagem. No encantamento pela descoberta da imagem as pessoas vão descobrindo-se como profissionais da área do cinema, seja da técnica, da pesquisa, da realização. Todos encontram seu caminho. Ou não”

Paralela às exibições e apresentações, acontecem também as oficinas com o objetivo de ser espaço de formação e produção de conhecimento.Todas elas são gratuitas,ministradas por especialistas e nessa edição são realizadas na Vila das Artes. Como forma de premiar o maior número de trabalhos possíveis, existem três formas de juri:o popular, o oficial e a menção honrosa.Desse modo, o NOIA toma um carater de “porta de entrada”, de reconhecer talentos e não apenas um concurso que julga “o melhor”.

Novo disco

Uma prévia do próximo cd de Wado, Samba 808. Uma batida mais melódica e músicas mais instrospectivas. Novo álbum dedicado ao samba, mas com aquela pimentinha que só o Wado sabe colocar!

Passeio de criança

Fui começando a passear sozinha, os shows em Maceió e Natal quase não permitem nosso encontro. Mas felizmente a tecnologia é aliada e nos aproxima sempre dos amigos. Nos permitimos. Uma caminhada tranquila pela infância, tentando comemorar o 12 de outubro.

Os primeiros oito anos da infância de Wado foram na ilha de Florianópolis. De origem traz um adjetivo engraçado, barriga verde, nos faz lembrar uma criança suja de tinta, por isso quis postar – Wado barriga verde! Parece até codinome de super herói.

Morou no Condomínio Residencial Itambé,  então cada brincadeira vinha recheada de muitos amigos. Depois foi morar em Maceió, onde a infância, segundo ele foi mais difícil, mas as férias em “Floripa” compensavam. Das pequeninas lembranças, as aulas de violão com Tio Samuel, as férias em Florianópolis e Brusque, o pega-pega, da brincadeira ele tira uma pitada de malícia, “gostava muito de correr o pega-pega entre meninas e meninos acho que já havia um flerte intuitivo ali, e eu corria muito”, risos.

Não é que o menino corredor virou cantor. Compõe e canta. Faz feliz adulto e criança. Ainda não dividiu o palco com artistas mirins, nem fez música para os pequenos, mas garante que quando os tem por perto é para eles que se apresenta, “eu tenho alguns fâs que são crianças, quando fazemos shows em teatros e tem criança, eu geralmente toco pra eles”.

Fortalece aí

Música: Fortalece aí
Autoria: Adriano Siri / Wado
Direção e montagem: Glauber Xavier
Pós-produção e finalização: Charles Northrup e Daniel Macedo

Fonte: http://www.youtube.com.br

Começando do Começo

Dia normal de trabalho – pausa para o almoço – no computador tentando criar um blog:
 
Vamos que vamos!
Um blog de que? Um blog sobre o que?
Vixeeeee é muito assunto numa cabeça só. Foco! Pensa Fernanda!
Feira da Música? Música? Não, música não. Só entendo de ouvir, de sentir. Será? Não, música não.
Turismo? Bom! Lugares que eu quero visitar. De repente traçar os roteiros?
Idéia manjada.
Sobe a janelinha do Gtalk:
  
David diz: o wado tá aqui na TV
Fernanda diz: onde?
David diz: no estúdio
Fernanda diz: vou lá
 
Pensei da entrevista durar uma hora. Que nada! Depois que eu saí do estúdio acabou. E eu já tinha voltado ao trabalho, nem soube. De noite:
 
– Bota aí no VIVA, bora assistir a entrevista do Wado?
– Putz! Como assim, acabou na hora que eu saí? E não falei com ele?
 
No outro dia:
 
Já sei! O Blog é o Wado! É o Wado!!! E eu vou falar com ele.
 
Então é isso meu povo! Vou falar desse catarinense-alagoano que eu gosto tanto e também de música, música independente, internet e as novas e velhas ferramentas pra fazer música. Um marido músico você vai querendo entender, saber, descobrir, cantar, tocar, por osmose. Bem vindos ao Mundo Festivo!